O trabalho com Ensino Religioso nas escolas é um dos meus favoritos. Infelizmente a grande maioria dos professores não gosta de trabalhar com essa disciplina e quando o faz ou não tem preparo suficiente, ou por não ter afinidade com a temática não desenvolve um bom trabalho.
Neste ano de 2015 recebi de presente 3 turmas de primeiro ano do curso Normal para juntos construirmos uma caminhada de reflexões durante um período da semana, nas aulas de Ensino Religioso.
A partir de agora serão postados alguns comentários, fotos e textos usados no desenvolvimento da Disciplina.
O que dirige sua vida?
Muitas coisas podem dirigir nossas vidas. O sentimento de culpa por um erro cometido no passado e que não conseguimos esquecer ou nos perdoar; um ressentimento que, como a palavra mesmo diz é um "re"sentir, sentir novamente toda a dor que alguém nos causou; ou o medo.
Mas medo de quê? Podemos ter medo de muitas coisas, aos outros pode parecer bobagem, mas para quem sente, é um fantasma e pode afetar nossas decisões.
Independente do medo de cada aluno, a partir dessa reflexão, foi proposto nossos medos fossem modelados com argila. Um medo não precisa ter forma, não é bonito, não tem jeito certo de ser. Ao contrário, é um monstro, horroroso, assustador que precisa ser colocado para fora de nós, encarado, enfrentado e vencido.
Confira alguns de nossos medos que foram expostos no corredor da escola:
Para encerrar este trabalho os alunos se dirigiram até a quadra da escola e foram incentivados a quebrar seus medos. Puderam se expressar livremente a fim de vencerem o que até então os havia vencido. Confira:
Para encerrar este trabalho os alunos se dirigiram até a quadra da escola e foram incentivados a quebrar seus medos. Puderam se expressar livremente a fim de vencerem o que até então os havia vencido. Confira:
O AMOR NAS 4 ÁREAS
No Evangelho de Lucas, capítulo 10, versículo 27, um mestre da Lei a resume dizendo que devemos "Amar de todo o coração, com toda a alma, todo o entendimento e todas as forças".
Mas o que é amar com cada uma dessas áreas? Vejamos:
Amar de todo o coração: muito fácil, é apenas sentir, curtir o sentimento;
Amar com toda a alma: é aquela vontade de estar junto, o desejo de partilhar momentos com a pessoa que se ama;
Amar com todo o entendimento: é necessário usarmos essa área do amor quando parece que não há mais um sentimento nem vontade de estar junto. Aqui precisamos usar a razão, a inteligência, argumentarmos com nós mesmos a respeito da necessidade de continuarmos amando quem aparentemente não merece;
Amar com todas as forças: esse é o momento em que as áreas anteriores já foram usadas e só nos resta pedir a Deus "forças". É quando amamos de teimosia, por acreditarmos em um ideal ou numa promessa divina. É a maior prova de amor, dada simplesmente sem ser merecida, mesmo que seja com ranger de dentes e o coração completamente despedaçado, mas acreditando que Deus vai ajudar a reconstruir algo novo e melhor dos cacos que sobraram.
Ao analisarmos cada um desses aspectos, vemos que na maioria das vezes amamos apenas com o coração e com a alma. E essa é a razão de tantos relacionamentos que tinham tudo para dar certo acabam logo.
Os alunos gostaram muito da reflexão realizada e foi solicitado que fizessem ímãs de geladeira, com o material que cada um quisesse, abordando a temática, a fim de que toda a família tivesse acesso ao conteúdo estudado.



























































Sobre o trabalho de moldar o nosso medo e depois destruí-lo, posso dizer que foi uma experiência incrível pois ao longo do projeto tive como expressar os meus sentimentos, consegui por para fora de mim toda a angustia e sofrimento por que passei. No momento de quebra-lo muitos colegas riram e acharam engraçado, eu fui diferente, tive vontade de chorar, afinal "Não conseguir vencer" é o meu medo. Agradeço a professora Giovana, por que libertou uma coisa ruim de mim. Obrigada!
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